Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2018

O nome do blog "Vidasemvoltas" mudou para Japão Cultura e Turismo

Dejima, a ilha artificial e histórica de Nagasaki

Imagem
A ilha que tinha a forma de leque conta muitas histórias envolvendo portugueses, holandeses e cristãos japoneses. Dejima e os portugueses Os portugueses haviam chegado ao Japão em 1543, com intenção de evangelizar o povo japonês, trazendo também armas e pólvo ra. No governo de Ieyasu Tokugawa, os jesuítas portugueses estavam fortemente propagando o cristianismo.   In icialmente, a ilha chamada de Tsukiji ma, construída em 1636, por ordem de Iemitsu Tokugawa, para recuperação do oceano e conhecido popularmente como Ogishima, pelo formato de leque,  tinha objetivo de acomodar o posto de comércio português e os portugueses que viviam em Nagasaki.  Tokugawa queria controlar o comércio e a propagação do cristianismo pelos portugueses. A obra foi financiada por 25 pessoas, chamadas de Dejima-cho Hito - Povo de Dejima - representantes comerciais de Nagasaki, que tinham interesse em usar o comércio português para aumentar os lucros.   Assim surgiu Dejima, com a finalidade de restr

Museu e Monumento dos 26 Mártires de Nagasaki

Imagem
6 missionários e 20 leigos japoneses, entre eles 3 crianças, presos em Kyoto e Osaka por pregar o cristianismo, percorreram 1000 km a pé de Kyoto a Nishizaka, Nagasaki, onde viviam muitos cristãos. Quando chegaram a Nishizaka foram amarrados, crucificados e executados com lanças, em 5 de fevereiro de 1597, sob as ordens do feudal da época, Hideyoshi Toyotomi. Parte dos acontecimentos e os motivos da ordem, contei nesta postagem >>> O Cristianismo no Japão . Para contar toda a trajetória do cristianismo do Japão, bem como perpetuar a memória dos 26 mártires japoneses e propagar as mensagens e suas virtudes, foram construídos o Monumento dos 26 Mártires, um museu e a igreja São Felipe de Jesus. A igreja tem também este objetivo, mas não leva o mesmo nome, pois já havia a Basílica dos 26 Martires, conhecida como Oura Tenshudo, Catedral Oura. Porém, está voltada para o monumento, lembrando que também está dedicada aos mártires. Após o lançamento da bo

Bondes de Nagasaki

Imagem
Locomover-se dentro da cidade de Nagasaki, utilizando bondes, é barato. Os bondes possuem tarifa única: 120 ienes. Nagasaki Electric Tramway é o único operador de bondes do Japão que não perdeu nenhuma de suas linhas originais. Eles operam entre 6h às 23h, perfazendo um total de 4 linhas. Todas os bondes contém informação da direção - em japonês e romaji, alfabeto romano ou ocidental -,  número da linha, bem como a cor, bem identificados.  Nos pontos de bondes todas as informações sobre rotas, cores, tempo estimado de cada linha, horários e carros que por ali passam. O interior do bonde funciona como ônibus.  A entrada é pela porta traseira, descendo pela frente. Paga-se somente ao descer, contendo trocador automático de moedas. Os residentes utilizam o Smart Card Nagasaki; turistas podem utilizar o "Romen Densha Ichinichi Joshaken", bilhete de uso ilimitado no dia, 500 ienes, compensando se utilizar 5 vezes no mínimo, se fizer baldeação e não passar

Nagasaki, a cidade das colinas

Imagem
Mar azul e lindas paisagens cercam Nagasaki. Nagasaki parece não ter o glamour das grandes capitais, ao chegar na estação central, como da região de Kansai por exemplo, mas é rica, muito rica em histórias e cultura.  Nagasaki é muito conhecida como sendo a cidade das colinas e é fácil de perceber assim que se chega à cidade, bem como a mistura das culturas oriental e ocidental. Em toda sua extensão guarda muitas histórias tristes como o bombardeio de 1945 e também, lá atrás, quando séculos atrás viveu conflitos religiosos. Guarda consigo em suas ilhas e nas ruas da capital, as arquiteturas holandesa e pontos turísticos com influência chinesa. Nagasaki não tinha significância até o contato com portugueses e holandeses.  A história começa por volta dos anos 1500; os primeiros portugueses desembarcaram no Japão em 1541. Foi o único porto aberto ao comércio internacional nos séculos 17 e 19; China e Holanda foram os parceiros comerciais nesses p