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Soja: no Japão nada se perde, tudo se aproveita!

Edamame, tofu, tōnyū, nattō, shōyu, alimentos  e líquidos derivados da soja que se transformam em aperitivos, saladas, acompanhamentos, tempero e em deliciosos pratos.
Soja é um alimento excelente para muitas funções e combatente natural de doenças, como osteoporose e as altas taxas de colesterol.
Rico em nutrientes, vitaminas, antioxidantes, da soja tudo se aproveita, nada se perde.

Utilizado não somente na alimentação e onde é extraído óleo, é usado na fabricação de biodiesel e muitos outros derivados, assim como ração. 
Na culinária, diversas são as formas de consumir soja, dela tudo se aproveita, dos grãos verdes aos maduros.
O Japão utiliza muito na culinária, desde as sementes mais novas, edamame, vendidas em mercados, semi-prontos, bastando dar uma aquecida e, se quiser, temperar somente com sal.  
São transformadas em aperitivos, muito vendidos em festivais. 
Os grãos verdes ainda são servidos em saladas ou transformados em pastas, de forma caseira.
Quando maduros transformam-se em tofu (requeijão de soja), nattō (soja fermentada), shōyu (molho de soja), miso (pronunciado missô, usado em sopas como o misoshiru) e o famoso tōnyū, leite de soja. 
Nattō é a soja fermentada, encontrado em mercados.
Ainda existe o abura age, ou somente age, chamado popularmente de tofu frito, onde produz o inarizushi. Abura age, é o tofu (que no processo é o nama age) frito, cortado em fatias. 
Encontrado em pacotinhos de diversas marcas em mercados japoneses, pode ser comido temperado somente com o molho de soja.
É fácil fazer inarizushi à sua moda. 
Basta cortar o ague ao meio, recheando com arroz temperado à sua moda.
Misoshiru é uma sopa feita de miso (missô), Miso é feito com soja fermentada e outros ingredientes.

Tōnyū ou leite de soja é encontrado em mercados, em diversos sabores.
No processo de fabricação do leite de soja, ou do tofu, formam-se resíduos, uma espécie de bagaço, o okara.
Okara é subproduto do tofu e do leite de soja. 
Parecendo farofa, porém um pouco úmida e pode ser feito como tal, além de bolinhos, refogados e, ainda, utilizado na fabricação de pães e outras inúmeras guloseimas. Para fazer a tradicional farofa, basta substituir a farinha de mandioca pelo okara.
Okara deve ser consumido rapidamente; devido ao alto teor de água - úmido - e nutrientes, é propensa à rápida putrefação. 
Por isso, não é altamente comercializado, nem visto em grande quantidade em mercados. 

Como nada se perde, é muito utilizado como ração de gado, principalmente de porcos e  das vacas leiteiras. É usado também como fertilizante de nitrogênio natural.

Comentários

Anna Shudo disse…
Muito bom esse seu artigo, como sempre!!!! Adoro tudo o que é feito de soja!!!!

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