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Museu Meiji Mura, Inuyama, Aichi

Se existe um lugar que pode contar através de objetos e construções, a história arquitetônica da "Restauração Meiji" no Japão é o Museu Meiji Mura. 

Restauração Meiji foi o período da modernização do Japão, em que o Imperador Meiji, após a queda do xogunato Tokugawa - contada no filme "O último samurai" - fez mudanças revolucionárias na educação, política, religião, economia, trazendo especialistas de diversas áreas, da Europa e da América do Norte. Foi através dela que, na área da construção, tijolos e pedras passaram a ser utilizados  e outros materiais como aço, cimento e vidro entraram no arquipélago.
A era Meiji compreende os anos 1868 a 1912.

Japão é um país que se destaca pela preservação. 
Nesta era em que o Japão se abriu, surgiram muitas construções em estilos ocidentais e orientais modernizados. No entanto, devido ao desenvolvimento, muitos desses edifícios foram derrubados ou destruídos pelas guerras e visando a preservação nasceu a idéia do Meiji Mura.

Na ânsia da preservação e do entusiasmo de 2 amigos, mais tarde também com a participação do vice-presidente da Nagoya Railroad Company e apoio de muitas outras pessoas nasceu o Meiji Mura, em 1962, tendo sido inaugurado em 18 de março de 1965.
Museu Meiji Mura ou Meiji Village é um parque temático, localizado em Inuyama, Aichi -  próximo ao famoso Castelo de Inuyama e em frente ao lago Iruka - criado para preservar edifícios históricos e exibir as arquiteturas da era Meiji. Muitas importantes construções foram para lá realocadas e restauradas.
Quando foi inaugurado contava com apenas 15 edifícios, alguns objetos e uma locomotiva. 
Hoje, o local que ocupa 1 milhão de metros quadrados, é dividido em 5 áreas, com 67 construções que incluem igrejas, pontes, residências oficiais, hospitais, edifícios de palácios e muitas outras, de diversas partes do Japão, em que nove são propriedades culturais importantes e uma propriedade cultural material de Aichi.
Existem folhetos na entrada do Museu, com mapas das 5 áreas, bem como todos edifícios em cada uma delas. É importante carregar consigo, pois ali também consta a localização dos pontos de ônibus e das estações de trem do interior do parque. 
Embora todos tenham aspectos históricos importantes, achei as áreas 4 e 5 as mais interessantes. 
Edifícios, guaritas, farol, pontes ou apenas luminárias fazem parte do museu. A exibição tem início já na entrada do Museu - imagem acima -  do portão que fazia parte de uma escola.
Alguns edifícios contam com guias voluntários, em horários determinados.
Hotel Imperial, uma das mais famosas construções do local.

Postando apenas algumas imagens, pois o número de edificações é grande.
Clique na imagem para ampliar.
Ponte Shin-Ohashi.
Sede do Banco Kawasaki.
Ponte em Arco Tendo


Labirinto
O aviso diz que esta máquina imprime o jornal do dia do seu nascimento, mas não testei.
Muitos edifícios transformaram-se em restaurantes ou lojinhas.
Abaixo, a loja aluga roupas da época para sessão de fotos no local.
Meiji Mura não abriga apenas construções históricas do Japão.
Existem construções do Havai e do Brasil. Casa de imigrantes japoneses, na foto acima, do Havai. Abaixo, construção que foi trazida do Brasil para o Museu Meiji Mura.
Não tinha vento suficiente para mostrar a bandeira, mas reconhecemos onde quer que ela ela esteja.
A casa está localizada na área 5 do Museu, edifício sob número 39.
Trazida da cidade de Registro, interior paulista, a casa que foi do imigrante japonês no Brasil, Sr.Yasuo Kubota, foi construída em 1919. Desmanchada em 1974 e realocada no Meiji Mura em 1975.

No interior da casa, fotos e objetos retratam a imigração japonesa no Brasil:
Igrejas cristãs também foram realocadas no Museu Meiji Mura. A Igreja São João e a Catedral São Francisco Xavier eram de Kyoto. A igreja São Paulo, com o exterior e interior bem contrastantes, foi trazida da província de Nagasaki.
Conheça melhor, o interior das igrejas:
É um dos museus mais visitados e também o maior do Japão. Os jardins que nos encaminham aos edifícios são amplos.




Dizem que é preciso destinar meio-dia para visitá-lo. Eu demorei o dia todo, ou, todo o horário disponível para visitação e, mesmo assim, no final tive que andar mais rápido, antes do encerramento.
O museu conta com serviços de ônibus e trem, com pontos e estações em locais e horários determinados. 
O uso do trem ou ônibus é pago. Pode-se optar pelo ticket com valor incluído para uso desses transportes.
Pontos de ônibus dentro do parque.


Estações de trem dentro do parque.
Um dos meios de locomoção dentro do Museu, modelo trazido de Kyoto.

A locomoção pelo trem dá vistas bonitas.
A máquina de venda de bebidas não constava do mapa, portanto foi criado para harmonizar com o ambiente.
Uma verdadeira cidade não faltaria o koban.
O local tem sido usado para filmagens, devido às construções da época. Muito procurada pelos fotógrafos profissionais e bastante visitado, principalmente na época das cerejeiras e no outono, quando as folhas se transformam.

O ingresso para adultos custa 1600円. 
Uso de trem ou ônibus é pago, mas pode-se optar pelo ingresso com esses valores incluídos para usar livremente.

Os horários de visita variam conforme a época: 
março a outubro, das 9h às 17h
novembro, das 9h às 16h
dezembro a fevereiro, das 10h às 16h.

Endereço: 〒484-0000 愛知県犬山市字内山1番地
Aichi-ken Inuyama-shi Aza Uchiyama 1 banchi
Fone: 0568-67-0314
Mapa



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