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Parábola do bode

Na semana que passou, lembrei-me de uma parábola que sempre comparávamos no Brasil. Conversávamos sobre horas extras e que não as valorizamos antes da crise. Apenas um setor na fábrica onde trabalho, não está com as 3 horas extras fixas. Quando surge uma oportunidade até de trabalhar sábado à noite, todos os funcionários do setor se dispõem, o que antes não era comum.

Foi por isso que lembrei da Parábola do Bode dentro de casa:

"Num vilarejo, uma casa muito simples, porém muito limpa e arrumadíssima, vivia um homem com a mulher, os três filhos e a sogra. Ele porém, sentia-se muito infeliz. Reclamava de tudo e de todos. Implicava com os filhos, ou com a sogra, ora a casa é que era pequena demais, ou então a esposa é que não era boa... Enfim, nada o satisfazia.

Certo dia, cansado de sofrer, buscou ajuda com o sábio do vilarejo.Então o sábio disse: Meu filho, procure um bode e coloque dentro de casa. O homem ficou surpreso, mas resolveu fazer o que ele sugeriu.

Algum tempo depois, o homem voltou ao sábio, muito mais infeliz, dizendo que sua vida tinha piorado, e que sua casa agora estava suja, barulhenta, fedida e insuportável, perguntando o que fazer. Rapidamente o fez.
Foi tanto alívio por ter se livrado do animal, que passou a achar apenas qualidades naquela casa.
A partir daquele dia, ele se transformou em outro homem. Começou a descobrir e a valorizar as coisas simples que sempre estiveram à sua volta e que ele nunca tinha percebeu."



Muitas vezes não valorizamos aquilo que temos.
Outras situações como essa, ocorrem em casa e também no trabalho.
Muitas vezes acontece tendenciosamente nos governos, quando aumentam certas tarifas e depois abaixam, confundindo o povo, que fica aliviado, não percebendo que mesmo assim continua elevado. Já vi muitos casos em tarifas de ônibus, pedágios...

Comentários

Fernando Matsui disse…
Gostei da parábola. Eu já eté me acostumei com o bode que entrou em minha casa há alguns meses. Percebi que podemos levar uma vida normal abrindo mão de alguns supérfluos que antes achávamos essenciais. Quando ele sair, acho que darei muito mais valor ao salário que recebo.

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