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Mostrando postagens de Agosto, 2012

Verão no Japão: ferryboat

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Ferryboat - ou balsa - do Japão é mais que transporte.
É sinônimo de conforto! É desfrutar de um passeio muito agradável.
Pra quem nunca utilizou esse meio de transporte, vale a dica.


Feriado curto de Finados japonês - todo ano é assim, 3 a 4 dias apenas - , calor sugerindo praia e fugir do congestionamento nas vias expressas eram os desafios para escolher um destino e descansar.
Foi então que, pesquisando, encontrei Cabo Irago, dentre as 20 melhores praias do Japão.
Cabo Irago fica na península de Atsumi, mesma província que moro: Aichi.

No Japão, embora aparentemente tudo é perto, a viagem torna-se longa em épocas de feriadões. As vias expressas ficam muito congestionadas e, na maioria das vezes, dura o triplo do tempo desejado.


Contando com milhares de ilhas, as maiores - Honshu, Hokkaido , Kyushu e Shikoku - estão ligadas por pontes e túneis, porém muitas das pequenas só tem acesso por barco. Mesmo nas maiores - muito embora existam opções como trem, ônibus e avião - um passe…

Tachiyomi: Ler e não comprar livros ou revistas

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Ler e não comprar, já viu isso?
Isso mesmo: passar horas lendo livros ou revistas, sem comprar.
Uma prática em poucos países e habitual no Japão, muito mais antigamente do que hoje em dia.

Foi-se a época, no Brasil, em que era possível folhear revistas ou jornais, mesmo que fosse para decidir qual comprar.
Ler um livro ou revista e não comprar era caso para irritar o vendedor. Esse tipo de transtorno não existe há muito tempo, todas os exemplares são expostos dentro de plásticos nas bancas ou livrarias.
Mas aqui no Japão, a coisa é diferente. Muitos japoneses passam horas em uma livraria ou, principalmente, em lojas de conveniência somente lendo livros ou revistas. Este hábito tem o nome de tachiyomi, que significa ao pé da letra, ler em pé.

Vamos esclarecer que tradução ao pé da letra não significa o ato literalmente. Nenhum idioma pode ser traduzido ao pé da letra, pois cada um tem sua ordem e, o português é muito bem detalhado. Muitos termos usados em outros idiomas dão a força da…

Crônica do Dia dos Pais

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E de acordo com o calendário do Brasil, hoje é o Dia dos Pais.
Já falei nesta postagem que no Japão é comemorado no terceiro domingo de junho.
Dupla homenagem aos pais brasileiros que vivem no Japão.

Parabenizo a todos que, de alguma forma, exercem a função de pai no dia a dia.

E neste dia, uma mensagem... apenas!

Clique para ouvir


Uma linda crônica - que serve de reflexão a muitos filhos - do saudoso radialista, jornalista, narrador e professor Hélio Ribeiro - falecido em 2000 - pais de 7 filhos e fez sucesso nos anos 70 pelas crônicas e traduções de músicas de sucesso no exterior.

As pombas brancas de Hiroshima

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Japão, o único país que sofreu bombardeios atômicos.

No dia 26 de julho de 1945, o presidente dos EUA, Harry Truman pediu a rendição incondicional do Japão. O Japão rejeitou e o presidente autorizou lançar duas bombas atômicas sobre o Japão. A primeira caiu em Hiroshima, há 67 anos atrás. A segunda, 3 dias depois, em Nagasaki. O Imperador do Japão, Hirohito, se rendeu através de um programa de rádio em 15 de agosto de 1945, referindo-se como a "mais cruel bomba".



Milhares de sobreviventes idosos, parentes e descendentes chegaram muito cedo para as homenagens no Parque Memorial da Paz, no Marco Zero - próximo de onde a bomba foi lançada - para lembrar e orar pelas vítimas.



Exatamente às 8:15, sinos tocaram.

Pombas brancas encheram os céus de Hiroshima.

No mito grego antigo, pomba era um pássaro de Atena, que representava a renovação da vida.
Na Bíblia, era uma pomba libertada por Noé na Arca, que retornou com um ramo de oliveira para mostrar que o dilúvio bíblico acabou. Desd…

Vai Japão!

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O Japão não adormeceu neste sábado, pelo menos, antes das 3 horas da manhã.


Japoneses e brasileiros do arquipélago tinham um programa em comum: assistir ao jogo de futebol feminino das Olimpíadas: Brasil X Japão.
Era uma hora da manhã e todas as casas ao redor do prédio que moro tinham, pelo menos, uma luz acesa.
Detalhe: independente do racionamento de energia, os japoneses começam e terminam o dia muito cedo e, em áreas residenciais, quase não se veem luzes acesas nas casas, à noite, como no Brasil.
Discretos como sempre, não havia barulho nenhum.

Em bares ou em eventos que foram realizados para reunir torcedores, ansiedade e comemoração



Precisava levantar às 5 e meia da manhã para seguir ao trabalho logo mais.
Não pude acompanhar o jogo, mas deitei pensando no resultado.
O despertador me acordou e, pela primeira vez, não enrolei os cinco mais cinco minutos de todo dia.
Como uma dependente, procurei pelo pequeno objeto, minimalista, porém conectável ao mundo, assim que levantei para saber o…